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Ucrânia fala em 28 mil soldados russos mortos desde o início da guerra

O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia informou nesta quarta-feira que 28.300 soldados russos foram mortos no país desde o início da guerra, 400 apenas nas últimas 24 horas. A Rússia não confirma a informação. No balanço mais recente do ministério da Defesa do país, constam apenas informações do armamento militar ucraniano destruído pelas tropas russas.

As autoridades ucranianas também divulgaram uma lista do aparato que o Exército liderado por Vladimir Putin perdeu desde 24 de fevereiro:

1.251 tanques
3.043 veículos blindados
586 sistemas de artilharia
199 sistemas de foguetes de lançamento múltiplo
91 sistemas de defesa aérea
202 aviões de guerra
167 helicópteros
2.137 caminhões e caminhões-tanque
13 navios de guerra e barcos
102 mísseis de cruzeiro
441 drones
43 peças de equipamento especial

Batalha em Mariupol
O Ministério da Defesa da Rússia anunciou que 959 militares ucranianos que estavam na siderúrgica Azovstal, na cidade portuária de Mariupol, se renderam desde segunda-feira. O local era o último reduto de resitência ucraniana na região. A Rússia informou que que há 80 feridos no grupo. Ao todo, 51 precisavam de tratamento hospitalar e foram levados para Novoazovsk, em Donetsk, região controlada pela Rússia.

O Batalhão Azov, responsável por comandar a resistência na siderúrgica, é uma milícia armada formada em maio de 2014, nos primeiros movimentos da guerra civil iniciada no Leste da Ucrânia naquele mesmo ano. Um mês depois, em junho, participou da ofensiva para retomar Mariupol das forças separatistas, e foi incorporada à Guarda Nacional ucraniana em novembro daquele ano.

O batalhão também é conhecido por suas ligações com movimentos de extrema direita, e acusado de fazer apologia ao nazismo — a insígnia do Azov traz o chamado Wolfsangel, um símbolo histórico alemão e que está presente em parte da iconografia nazista.

Por 82 dias, as forças ucranianas, lideradas pelo Batalhão Azov, travaram um violento combate nos arredores do amplo complexo siderúrgico que, antes da guerra, era um dos maiores polos de produção do setor em toda a Europa. Além dos combatentes, centenas de civis se abrigaram na ampla rede de túneis e abrigos no local — há pouco mais de uma semana, todos foram retirados do local, em uma operação que contou, além do aval de Rússia e Ucrânia, com a coordenação da ONU e da Cruz Vermelha.

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