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Temporada de furacão começa e governo federal lança programa de prevenção na Flórida

Neste primeiro dia da temporada de furacões no Atlântico, as autoridades federais lançam uma nova iniciativa para modernizar os códigos de construção para que as comunidades possam ser mais resilientes a furacões, inundações, incêndios florestais e outros eventos climáticos extremos que estão se intensificando devido às mudanças climáticas.

Deanne Criswell, administradora da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências, e Ali Zaidi, vice-conselheiro nacional de clima do presidente Joe Biden, discutem a iniciativa nesta quarta-feira no Centro Nacional de Furacões, em Miami.

FILE – This image released by the National Park Service, shows a collapsed beachfront home along Ocean Drive in Rodanthe, N.C., on Wednesday, Feb. 9, 2022. The National Park Service issued a warning to visitors on Wednesday for debris. (National Park Service via AP, File)

Os códigos de construção atualizados oferecem uma variedade de métodos inteligentes de projeto e construção “que salvam vidas, reduzem danos materiais e reduzem as contas de serviços públicos”, de acordo com as autoridades especializadas em fenômenos climáticos. O Instituto Nacional de Ciências da Construção afirma que “a adoção de códigos de construção resistentes a riscos economiza US$ 11 para cada US$ 1 investido”.

A iniciativa, aprovada pela Força-Tarefa Nacional do Clima no início deste ano, ocorre em meio a sinais de que as comunidades costeiras devem se preparar para tempestades mais intensas este ano. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica previu de 14 a 21 tempestades nomeadas no Atlântico nesta temporada, com seis a dez tornando-se furacões, entre eles de três a seis que podem chegar a categoria 5, com ventos superiores a 110 mph.

O Centro de Furacões já alerta que a tempestade Agatha que atingiu o México nos últimos dias pode se formar novamente no Golfo e possivelmente ameaçar partes da Flórida neste fim de semana.

Os novos códigos garantem, por exemplo, segundo estudos, que os telhados possam suportar ventos com força de furacão, que os materiais de construção sejam resistentes a danos causados ​​por inundações e que o isolamento ajude a reduzir os custos de aquecimento e refrigeração.

Destroços na cidade de Homestead, após passagem do furacão Andrew, em 1992.

Depois que o condado de Miami-Dade foi atingido pelo furacão Andrew, em 1992, seguiu-se a aplicação rigorosa do código de construção. Mas o mesmo aconteceu com o crescimento populacional, o desenvolvimento costeiro e as mudanças climáticas. Andrew foi o desastre natural mais caro da história dos EUA na época, causando mais de US$ 26 bilhões em danos nas áreas mais populosas da Flórida.

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