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Rússia e Ucrânia fazem maior troca de prisioneiros desde o início da guerra

Rússia e Ucrânia realizaram uma inesperada troca de prisioneiros nesta quarta-feira (21), a maior desde o início da guerra, envolvendo quase 300 pessoas, incluindo 10 estrangeiros e os comandantes que lideraram a longa campanha de defesa ucraniana na cidade de Mariupol no início deste ano.

Os estrangeiros libertados incluem dois britânicos e um marroquino que haviam sido condenados à morte em junho depois de serem capturados lutando pela Ucrânia. Também foram libertados outros três britânicos, dois norte-americanos, um croata e um sueco.

O momento e a magnitude da troca foram uma surpresa, já que o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou uma mobilização parcial de tropas no início do dia, em uma aparente escalada do conflito que começou em fevereiro. Separatistas pró-Rússia também disseram no mês passado que os comandantes de Mariupol iriam a julgamento.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a troca – que envolveu a ajuda da Turquia e da Arábia Saudita – estava em preparação há muito tempo e envolveu intensa negociação. Sob os termos do acordo, 215 ucranianos – a maioria dos quais capturados após a queda de Mariupol – foram libertados.

Em troca, a Ucrânia enviou de volta 55 russos e ucranianos pró-Moscou, além de Viktor Medvedchuk, líder de um partido pró-Rússia banido que enfrentava acusações de traição.

“Esta é claramente uma vitória para nosso país, para toda a nossa sociedade. E o principal é que 215 famílias podem ver seus entes queridos seguros e em casa”, disse Zelensky em um discurso em vídeo.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, comemorou nesta quarta-feira a troca de prisioneiros entre a Ucrânia e a Rússia.

“Os Estados Unidos apreciam a Ucrânia, incluindo todos os prisioneiros de guerra, independentemente da nacionalidade, em suas negociações, e esperamos que esses cidadãos americanos sejam reunidos com suas famílias”, disse Blinken em um comunicado.

Ele também agradeceu à Arábia Saudita por liderar a iniciativa.

“Transmiti minha gratidão ao ministro das Relações Exteriores saudita, Faisal bin Farhan, em uma ligação esta manhã”, disse Blinken.

Familiares dos americanos Alexander John-Robert Drueke e Andy Tai Ngoc Huynh – capturados em junho enquanto lutavam pela Ucrânia ao norte de Kharkiv – confirmaram nesta quarta que foram libertados.

Em sua declaração, Blinken reiterou que os cidadãos dos EUA não devem viajar para a Ucrânia.

“Os americanos que viajam para a Ucrânia para participar dos combates enfrentam riscos significativos e os Estados Unidos não podem garantir sua segurança. Encorajamos os cidadãos dos EUA a dedicar suas energias às muitas outras oportunidades que existem para ajudar o país da Ucrânia e seu povo”, afirmou o secretário.

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