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No último domingo antes do primeiro turno, Bolsonaro anda de moto por Brasília e Lula faz comício em escola de samba no Rio

A exatos sete dias para o primeiro turno das eleições, os principais candidatos à Presidência da República buscam se fortalecer junto aos seus apoiadores e, também, conquistar os eleitores indecisos. Assim, os quatro concorrentes mais bem cotados nas pesquisas — pela ordem, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) — estiveram em partes diferentes do país neste domingo (25), participando de caminhadas, encontros e comícios.  Confira, abaixo, como foi o dia dos candidatos à Presidência da República.

 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Neste domingo, o petista cumpriu agenda no Rio de Janeiro. No final da manhã, ele visitou a quadra da escola de samba Portela acompanhado por aliados, entre os quais o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD). Por lá, Lula disse aos seus apoiadores que é uma “estupidez” a proposta do governo Jair Bolsonaro (PL) de privatizar da Petrobras, criticou a chamada política de paridade internacional, adotada pelo governo de Michel Temer (MDB) e relembrou o baixo preço da gasolina em seus governos, mesmo diante da crise.

O candidato ainda enfatizou que vai acabar com o teto de gastos, caso seja eleito, e disse que, para fazer “coisa nova”, é possível fazer uma dívida, destacando que o Brasil precisa de um “presidente arrojado, que tome a atitude de voltar a investir em infraestrutura rapidamente”.

Na ocasião, Lula ainda relembrou os dois períodos em que esteve preso, citando o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, que ficou preso por 27 anos por ter lutado contra o apartheid. O petista afirmou que foi preso na Lava-Jato “para provar quem era os cretinos” que o acusaram e “quais foram as mentiras que contaram”.

Depois, ao lado do candidato ao governo do Rio de Janeiro Marcelo Freixo (PSB), Lula participaria de um encontro com influenciadores, na região central da capital fluminense. A expectativa é que cerca de 30 influenciadores digitais estivessem presentes, como Fábio Porchat, Felipe Neto, Bruno Gagliasso e Anielle Franco, irmã de Marielle Franco.

Jair Bolsonaro (PL)

Sem agenda oficial de campanha para este domingo, o candidato à reeleição aproveitou para andar de moto pelo Distrito Federal. Ele deixou o Palácio da Alvorada por volta das 11h, passou pelo Setor Militar Urbano (SMU) e seguiu até a região administrativa do Guará, onde parou em uma tenda para comer frango assado, interagindo com o seu eleitorado. Na sequência, Bolsonaro se dirigiu ao Palácio Itamaraty e, também, à Praça dos Três Poderes. Nos dois locais, tirou fotos e cumprimentou seus apoiadores. Perguntado por jornalistas sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de proibir lives no Palácio da Alvorada, o candidato disse que é “estapafúrdia, invasão de propriedade privada. Sou presidente e é a minha casa”. Depois, ele retornou ao Palácio da Alvorada.

Às 19h, Bolsonaro abriu uma live. Durante o seu discurso, ele criticou novamente a decisão do TSE de proibir as suas lives no Palácio da Alvorada — o candidato não informou de onde estava realizando a transmissão, apenas que era em Brasília. Depois, disparou ataques ao PT e a Lula, seu adversário direto, chamando-o de “ladrão”, fazendo insinuações de que o petista tem ligação com ditadores e criticou, entre diversos assuntos, a regulamentação da mídia proposta pelo adversário e a promessa de que a população vai voltar a comer picanha em sua possível nova gestão.

Além disso, afirmou que, ao contrário do que mostram as pesquisas eleitorais, é “impossível” que Lula vença no primeiro turno, uma vez que, segundo Bolsonaro, os seus eventos reúnem muito mais público. Ele ainda fez campanha para seus aliados, mostrando panfletos de seus candidatos e pediu votos para eles.

Ciro Gomes (PDT)

O domingo foi de caminhadas no Rio de Janeiro para o pedetista. A primeira aconteceu em Copacabana, onde pediu apoio dos brasileiros, dos “humilhados”, dos “constrangidos na dívida” e dos que estão “no pico da informalidade”. Ele prometeu reconciliar a nação ao redor de um projeto emancipador. O candidato também apresentou, em discurso, dados que mostram, ao longo dos últimos anos, o aumento do desemprego e a perda do poder de compra, afirmando, em seguida, que é preciso “construir um Brasil novo”.

Em seguida, Ciro participou de uma caminhada na Rocinha, subindo o morro a pé e seguindo até a sede de uma associação de moradores, no alto da comunidade, onde conversou com a população, ao lado do candidato pedetista ao Senado no Rio, Cabo Daciolo. O presidenciável falou sobre suas propostas para promover nas comunidades a legalização da posse das casas e de terrenos, além de financiar, em até 10 anos, a reforma de moradias populares. Ciro falou também sobre o seu programa que garantirá uma renda de R$ 1 mil mensais para as famílias mais carentes.

Simone Tebet (MDB)

Em seu único compromisso deste domingo, a emedebista realizou um encontro em São Paulo com integrantes do Fórum Regional Ágora e com moradores da região. No evento, Simone ressaltou que o Brasil passa por um dos momentos mais difíceis de sua história do país e que, hoje, é preciso “estar na rua lutando por liberdade e por democracia”. Ela ainda disse que é lamentável ver o Brasil de volta ao mapa da fome e que o governo é “insensível” e que “não ama seu povo”. Ela ainda prometeu que, se eleita, “nenhuma criança dorme com fome no Brasil a partir de janeiro de 2023”.

Simone, em conversa com jornalistas, ainda disse que, caso eleita, o primeiro projeto que seu governo irá pautar no Congresso Nacional é o de igualdade de salários entre homens e mulheres. Ela ainda prometeu 1 milhão de moradias populares às famílias carentes e acabar com o orçamento secreto. A emedebista também enfatizou que a sua candidatura dialoga tanto com a direita quanto com a esquerda e que é preciso respeitar a democracia. Simone ainda prometeu investir mais em saúde, zerar a fila de creches e, mais uma vez, voltou a falar do projeto de premiar com R$ 5 mil os estudantes que completarem o Ensino Médio. — Tudo isto é uma gota no oceano perto do orçamento do governo brasileiro — afirmou.

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