Mundo Animal

Mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras; entenda por quê

Os mosquitos podem transmitir doenças tão diversas como febre do Nilo Ocidental, Zika, dengue, febre amarela, chikungunya, encefalite de St. Febre Sindbis, encefalite japonesa, febre do rio Ross, febre da floresta de Barmah ou malária (causando 627.000 mortes somente em 2020). Por isso, os especialista se interessaram em entender o que faz os mosquitos escolherem alguns humanos mais do que a outros para picar.

Existem alguns sinais físicos e químicos que determinam a atração do mosquito para determinadas pessoas. Particularmente o calor, vapor de água, umidade, sinais visuais e, mais importante, odores que emanam da pele. Embora ainda não se saiba bem quais aromas atraem mais os mosquitos, vários estudos apontam moléculas como indol, nonanol, octenol e ácido lático como principais suspeitos.

Há quase um século, o dióxido de carbono (CO₂) foi identificado como um atrativo para mosquitos. Além disso, esse gás tem sido utilizado para capturar fêmeas de mosquitos que buscam o sangue necessário para adquirir nutrientes para a geração de ovos, a oogênese. No entanto, não há evidências disponíveis para sugerir que o CO₂ media a atração diferencial. Os níveis de emissão de dióxido de carbono não explicam por que os mosquitos preferem sistematicamente uma pessoa a outra.

Uma equipe de pesquisadores liderada por Matthew DeGennaro, da Florida International University (EUA), identificou um receptor odorante único, conhecido como receptor ionotrópico 8a (IR8a), que permite ao mosquito Aedes aegypti detectar o ácido lático. Esse mosquito, aliás, é transmissor da dengue, chikungunya e zika. Os mosquitos, tanto machos quanto fêmeas, podem viver sem picar outros animais. Porém, as fêmeas precisam do sangue para completar o ciclo reprodutivo.

 

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