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Miami-Dade se prepara para a “Sexta Onda” de COVID-19

Depois que o surto da Omicron chegou ao condado de Miami-Dade em janeiro e a taxa de positividade na média de sete dias atingiu um pico de 35%, os casos de COVID-19 começaram a cair semana a semana e em março, as taxas de positividade chegaram em 2%, o patamar mais baixo desde o início da pandemia. Naquele tempo, parecia que o fim da pandemia estava próximo à medida que as restrições obrigatórias eram afrouxadas.

Infelizmente, a luz no fim do túnel parece ter apagado.

A positividade de casos de sete dias em Miami-Dade voltou a aumentar lentamente a cada semana nos últimos dois meses e agora está em 22%, de acordo com os dados divulgados pelo condado nesta segunda-feira, 6. Esse é o nível mais alto desde janeiro e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC’s) prevêem que os números de casos devem continuar aumentando.

A Dra. Aileen Marty, professora de doenças infecciosas da FIU (Florida International University) e conselheira do condado de Miami-Dade disse que o sul da Flórida não está apenas no meio da sua “sexta onda” de COVID-19, mas que a taxa é “provavelmente muito maior do que os números indicam”. De acordo com ela, muita gente está usando os kits de testes em casa e não informa o resultado de positividade ao Departamento de Saúde da Flórida.

O Departamento de Saúde da Flórida afirma que Miami-Dade tem uma das maiores taxas de vacinação de primeira dose no estado: 99% entre os residentes acima de 5 anos estão imunizados. Até agora, cerca de metade de todos os residentes de Miami-Dade contraíram COVID-19 pelo menos uma vez desde março de 2020. Embora as estatísticas sejam promissoras sobre a imunidade induzida por infecção e vacinação da região, o vírus SARS-CoV-2 está em constante mutação, e novas variantes neutralizam e limitam a eficácia dos anticorpos ao longo do tempo. Muitos cientistas especulam que a imunidade de rebanho – quando pessoas suficientes desenvolvem resistência ao vírus para limitar sua capacidade de propagação – agora é um mito no que diz respeito ao COVID-19.

Os sistemas de saúde Jackson e Baptist Health estão relatando um aumento nas hospitalizações por COVID-19 com 122 e 117 pacientes hospitalizados pela doença, respectivamente. A grande maioria – 76% – não está vacinada. Os 24% dos pacientes vacinados, são “imunocomprometidos” ou têm “uma doença significativa”.

De acordo com a Dra. Aileen Marty, o número de pacientes poderia ser bem mais alto, caso as pessoas não tomassem as doses de reforço da vacina contra a Covid-19. Ela recomenda que as pessoas realizem sua própria “avaliação de risco” antes de sair em público, avaliando o risco de exposição, idade, saúde e status vacinal das pessoas que podem se expor se estiverem infectadas.

Dra Aileen Marty também pede aos moradores que continuem as práticas de “senso comum”, incluindo preferência por reunir-se ao ar livre em vez de dentro de casa, lavar as mãos e usar máscaras quando estiver em local fechado. Não apenas há um aumento nos casos de COVID-19, observa Marty, mas outros vírus também estão se espalhando rapidamente depois que anos de distanciamento social os mantiveram afastados.

“Estamos vendo os casos de gripe dispararem”, diz a especialista em saúde pública. “Nunca vimos tanta gripe nesta época do ano.”

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