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Jair Bolsonaro compara chapa Lula-Alckmin com Marcola e Beira-Mar em entrevista a podcast

Em entrevista realizada no Flow Podcast na noite desta segunda-feira (8), o presidente Jair Bolsonaro comparou a chapa de Lula e Alckmin nas eleições presidenciais com dois ex-narcotraficantes brasileiros.

“Marcola e Beira-mar se unindo para combater o narcotráfico no Brasil, é por aí”, afirmou o chefe executivo do país durante a conversa. De acordo com Bolsonaro, os brasileiros cansaram do PSDB e do PT.

Durante a entrevista, o presidente colocou, mais uma vez, a lisura do processo eleitoral deste ano. Jair criticou diversas vezes o fato da apuração das urnas não ser pública no país. “Acreditar na urna eletrônica, você pode acreditar. Mas você acredita em quem faz o programa? Por que é em uma sala a apuração? A lei diz que a apuração tem que ser pública”, ressaltou.

“E eu não to com medo de perder a eleição. Se eu quisesse dar golpe eu não falaria nada, deixaria correr e no último dia daria o golpe. Por que essa acusação de golpista pra cima de mim? Nossa palavra é transparrência”, completou o presidente. O caso Daniel Silveira também foi pauta da conversa. O candidato do PL à reeleição criticou novamente a decisão do STF em prender o deputado federal pelo Rio de Janeiro.

 “Quando saiu da esfera do Supremo, quando Daniel foi condenado pelo STF por palavras a 9 anos de cadeia, começando em regime fechado, em menos de 24 horas eu concedi a graça, o indulto. Era legal”, afirmou.

Bolsonaro completou destacando que pode “brigar contra qualquer um”, menos contra a sua própria consciência. Além disso, ele voltou a jogar luz sobre o tema da liberdade de expressão.“Um poder não é melhor do que o outro e a questão da liberdade de expressão é sagrada.”

Bolsonaro também alegou não ter se vacinado contra o coronavírus. Ele repetiu críticas, à margem das evidências científicas, aos imunizantes. “Eu não tomei a vacina. Eu não vou enganar você”. O presidente negou que tenha lutado conta a ciência. De acordo com Bolsonaro, ele é “contra a indústria farmacêutica”, que tem uma diferença grande. Isso eu chamo de liberdade” completou.

O presidente minimizou, durante a entrevista, a imposição de sigilo de cem anos no acesso às informações do governo federal. Bolsonaro impôs sigilo para “temas sensíveis” desde o ano passado. Em 2021, o Palácio do Planalto vetou, por exemplo, a divulgação de dados sobre o cartão de vacinação do mandatário. “Não é um decreto ditatorial meu. A lei me garante isso.

”O que a imprensa começou a perturbar: eu tenho a minha agenda que é pública lá no Palácio da Presidência. Se for me visitar, está lá. Aí começaram a querer ter acesso a quem ia me visitar no [Palácio da Alvorada]. E, de acordo com as pessoas que me visitam no Alvorada, a imprensa faz uma matéria sobre aquilo. Quem eu recebo na minha casa, eu não devo satisfação a ninguém”, afirmou.

 

 

 

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