Flórida Covid-19

Hospitalizações por Covid-19 aumentam novamente na Flórida pela subvariante BA.2

Os hospitais da Flórida estão vendo mais pacientes positivos para o coronavírus de novo. Os números permanecem menores do que antes da onda ômicron, mas reacendeu o alerta para a subvariante BA.2.

A equipe médica em todo o estado atendeu a uma média de 738 pacientes positivos para COVID esta semana, segundo dados divulgados sexta-feira, 22, pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos. Isso é maior do que na semana anterior, mas ainda menor do que os níveis de quatro dígitos registrados no final de novembro e início de dezembro.

O Departamento também relatou uma média de 92 adultos por dia na semana passada em unidades de terapia intensiva na Flórida, o nível mais baixo já registrado. As autoridades de saúde documentam um aumento de novas infecções desde meados de março. Cerca de 6,1% dos testes COVID-19 voltaram positivos na semana passada, informou o Departamento de Saúde na sexta-feira, um aumento de 3,8% há duas semanas. A Secretaria de Saúde do estado registrou 5.899.188 casos desde o início da pandemia.

A Flórida registrou uma média de 18.186 novos casos por semana desde 8 de abril, a última vez que as autoridades estaduais de saúde publicaram um relatório sobre estatísticas de coronavírus. Esse é o maior aumento semanal na contagem de casos desde 25 de fevereiro, no final da onda ômicron original.

Especialistas em saúde disseram esperar que a atual onda de coronavírus seja menos grave do que as anteriores, porque a maioria das pessoas já foi vacinada ou infectada com a principal cepa. A maioria das novas infecções é causada pela subvariante BA.2 da ômicron, que continua sendo a cepa dominante no sudeste dos Estados Unidos. Compreende cerca de 72% dos testes no Sudeste que detectam variantes, informaram os Centros de Controle e Prevenção de Doenças em 16 de abril.

O número total oficial de floridianos vacinados quase não mudou nas últimas duas semanas, ficando em pouco menos de 15,5 milhões com pelo menos uma dose, cobrindo 76% dos residentes elegíveis para inoculação com 5 anos ou mais. Alguns estados estão reduzindo os dados de relatórios da COVID-19, que os especialistas temem que possam impedir os esforços para retardar os surtos.

Nos EUA, a equipe de cientistas do CDC encontrou 21 descendentes virais associados à BA.2. Em geral, a maioria deles não acumula mutações benéficas, mas duas se destacam no cenário epidemiológico do estado de Nova York: a BA.2.12.1 e a BA.2.12. Aparentemente, a primeira tem se saído ainda melhor em infectar pessoas.

Apesar do aumento de casos da BA.2 no mundo e das novas sublinhagens da cepa nos EUA, é preciso destacar que o cenário epidemiológico do Brasil é diferente. Até o momento, a BA.2 não conseguiu se estabelecer como predominante no país e, nos últimos relatórios do tipo, é possível visualizar o seu crescimento, mas ele ainda é baixo.

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