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Ford Mustang chega à sétima geração mais digital e passa longe da eletrificação

Com as transições rumo à eletrificação no setor automotivo, a Ford revelou o que deve ser o último Mustang somente a combustão no mundo. A sétima geração do icônico pony car estreou no Salão de Detroit 2022 nas versões cupê e conversível com motor V8, mais tecnologia e estilo renovado.

Com as mesmas proporções do antecessor, o design tem agora linhas afiadas, faróis de LED mais finos, dupla saída de ar na grade dianteira, que ficou mais retangular, e rodas de liga leve de 19 polegadas que escondem as pinças de freio da Brembo.

Na traseira, as lanternas estão mais estreitas, mas mantêm a assinatura iluminada de três barras tradicional do modelo. No geral, a Ford diz que o carro ficou mais ousado, apesar de as mudanças no estilo não impressionarem tanto à primeira vista.

Por dentro, porém, a coisa muda de figura: a cabine recebe novas tecnologias e acabamento mais luxuoso. O painel de instrumentos digital customizável de 12,4” se une a uma tela de 13,2” da central multimídia, que traz a quarta geração do sistema Sync.

Há conectividade para Apple CarPlay e Android Auto, carregador de celular sem fio, compatibilidade para atualizações over-the-air e sistema de som da Bang & Olufsen com 12 alto-falantes. Os botões físicos do rádio e do controle do ar-condicionado foram removidos para dar uma visual mais limpo ao painel.

Apesar de estar mais “digital”, o novo Mustang mantém o foco no motorista, com o novo volante de base achatada e mais grosso que o anterior, além de bancos esportivos revestidos de couro.

Quando se fala em motor, a Ford foi econômica ao divulgar os dados de performance da versão 2024. É certo que haverá uma opção equipada com o conhecido Coyote V8 5.0, mas potência e torque não foram revelados – espere mais que os 450 cv e 51 kgfm do modelo atual. O 2.3 EcoBoost de 310 cv e 35,7 kgfm também será mantido (também sem dados finais de desempenho divulgados).

Essas especificações vão na contramão em relação ao Dodge Charger, principal rival do Mustang nos EUA, que foi mostrado em Detroit – ainda em forma de conceito – equipado com dois motores elétricos, tração integral e ronco artificial que imita o som de um V8.

Serão duas opções de câmbio: manual de seis marchas ou automático de dez, ambas com tração traseira. Há ainda seis modos de direção disponíveis: Normal, Sport, Slippery (escorregadio), Drag (arrancada), Track (pista) e Individual, no qual o motorista escolhe os parâmetros de sua preferência.

As versões GT trazem ainda um pacote Performance, que adiciona ao veículo diferencial de deslizamento limitado para aumentar a tração e sistema de escapamento ativo. Como opcional, o carro poderá vir com suspensão adaptativa MagneRide e bancos Recaro.

O novo Mustang começa a ser vendido no mercado norte-americano entre junho e julho do ano que vem, já como modelo 2024. Os preços ainda não foram divulgados – atualmente o esportivo parte de US$ 27.470 nos EUA (aproximadamente R$ 144 mil na atual cotação). No Brasil, apenas a versão de topo Mach 1 é vendida por R$ 544.520.

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