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Flórida suspende clínica de aborto após hospitalizações

Uma clínica de aborto de Pensacola, noroeste da Flórida, na costa do Golfo do México, que atende mulheres de todo o sul dos EUA teve a licença suspensa neste fim de semana por ordem das autoridades de saúde do estado, depois que duas mulheres que passaram por procedimentos na clínica foram hospitalizadas.

A Agência Estadual de Administração de Cuidados de Saúde ordenou a suspensão da licença da clínica para o Planejamento Familiar Americano de Pensacola. Nos casos citados pela agência, a clínica é suspeita de não ter monitorado as pacientes, além de não ter fornecido os prontuários quando as pacientes foram transferidas para outro centro hospitalar. A clínica também não teria entrado em contato com as pacientes após a saída delas para avaliar a recuperação das duas mulheres.

As autoridades de saúde da Flórida também disseram que as deficiências operacionais “colocaram em risco a saúde, a segurança e o bem-estar” das pacientes da clínica, e a clínica não apresentou relatórios oportunos sobre os incidentes à agência estatal.

Ron DeSantis - Governador da Flórida.
Ron DeSantis – Governador da Flórida.

Em um dos casos, os funcionários da clínica pediram ao marido de uma paciente que a levasse para um hospital em Mobile, Alabama, em vez de um hospital mais próximo em Pensacola que tinha um acordo de transferência com a clínica, atrasando seu tratamento. No hospital do Alabama, a mulher teve uma parada cardíaca e precisou ser ressuscitada, além de transfusão para repor a perda de sangue.

Em outro caso, que aconteceu em março, uma paciente foi levada ao pronto-socorro de um hospital de Pensacola com sangramento e pressão arterial baixa. Ela precisou de uma cirurgia de emergência e um cirurgião realizou uma histerectomia, para a retirada do útero dela. No ano passado, uma terceira paciente teve o útero perfurado, de acordo com o prontuário da emergência, que acrescentou que “as mulheres que abortam devem receber o nível de atendimento e serviços exigidos por lei”.

A clínica tem direito a defesa e deve recorrer da decisão da suspensão do atendimento, em uma audiência que ainda será marcada. A clínica também não se pronunciou sobre o assunto.

Suprema Corte dos EUA.
Suprema Corte dos EUA.

Por causa de leis historicamente menos restritivas ao aborto, a Flórida é considerada um “porto seguro” para mulheres de estados vizinhos que desejam fazer abortos. A clínica diz que atende mulheres da Flórida, Alabama, Mississippi, Louisiana e Geórgia.

Embora o governador da Flórida, Ron DeSantis, tenha assinado no mês passado uma legislação que proibiria a maioria dos abortos após 15 semanas de gravidêz, a lei que permite o aborto no estado deverá provavelmente ser menos restritiva do que a dos estados vizinhos, caso a Suprema Corte dos EUA anule a lei federal Roe v. Wade, que permite o procedimento em todo o território americano.

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