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Bolsonaro viaja nesta segunda para Moscou em meio à escalada militar entre Rússia e Ucrânia

Em meio à tensão militar na fronteira entre Rússia e Ucrânia, o presidente Jair Bolsonaro (PL) viaja nesta segunda-feira (14) para Moscou, onde será recebido na quarta (16) pelo presidente russo, Vladimir Putin, e terá encontros com empresários. Em seguida, visitará a Hungria, liderada pelo primeiro-ministro Viktor Orbán.

Trata-se da primeira visita de Bolsonaro aos dois países, ambos governados por políticos considerados autoritários e criticados nos EUA e na Europa Ocidental. Em 2019, Putin esteve no Brasil para participar da cúpula do Brics e foi recebido por Bolsonaro no Palácio do Planalto.

A Rússia é atualmente o epicentro da maior crise diplomática internacional em curso. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirma que Putin deseja invadir a Ucrânia. A Rússia argumenta que o leste europeu é área de influência do país e quer barrar a entrada da Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), liderada pelos EUA.

Segundo especialistas, Bolsonaro tenta se aproximar de Putin e Orbán em uma nova fase da sua política internacional, com um aceno à base mais radical do presidente, que tenta apresentar Putin como um aliado na pauta de costumes apreciada pelos conservadores brasileiros.

“A Hungria e também a Polônia são países praticamente considerados párias dentro da União Europeia. Países que, assim como a Rússia, têm governos com orientação nacionalista, religiosa, muito conservadora e, claro, há uma certa semelhança com o próprio governo Bolsonaro. São governos que estão em conflito com as democracias liberais.

Essa visita, pelo roteiro escolhido, tem conteúdo bastante provocativo na conjuntura internacional”, afirma Maurício Santoro, doutor em Ciência Política e professor de relações internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Em três anos de mandato, dos quais dois sob a pandemia de Covid-19, período em que reduziu o ritmo de viagens, Bolsonaro visitou 17 países, com os EUA como o principal destino. Ele foi cinco vezes aos EUA, quatro no governo do ex-presidente Donald Trump, de quem é admirador – os dois se encontraram duas vezes no país.

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