Gastronomia

Azeites brasileiros entram em lista dos melhores do mundo

A tradição milenar diz que os melhores azeites do planeta são aqueles desenvolvidos pela cozinha mediterrânea. Países como Espanha, Itália e Portugal conquistaram ao longo da história a justa fama de de produzir exemplares de tão elevada qualidade que jamais poderiam ser incomodados por outros fabricantes.

Não à toa, o poeta Homero chamou os azeites feitos em sua Grécia Antiga de “ouro líquido”, expressão que acabaria consagrada pelo tempo. No lado de cá do globo, o Brasil, dadas as suas características climáticas, nunca se inseriu nesse panteão como protagonista.

As oliveiras, afinal, precisam de temperaturas baixas no período que antecede a floração e, por isso, jamais houve muita disposição para investir no ramo em solo nacional.

O cenário, contudo, mudou da água para o vinho — ou para o azeite, para ficarmos nesta página. Pois nos últimos anos a olivicultura avançou no Sul do país e o que se vê agora é uma safra inédita de de produtos reconhecidos até no exterior.

Há alguns dias, a tradicional competição italiana EVO IOOC elegeu o azeite Arbequina, produzido pela Milonga na cidade gaúcha de Triunfo, o melhor do Hemisfério Sul.

O mais surpreendente é que não se trata de uma conquista isolada. Outros rótulos nacionais também ganharam destaque no evento, superando inclusive rivais mais tarimbados, como gregos e italianos.

Pouco antes, no início de maio, o Sabiá, fabricado na paulista Santo Antônio do Pinhal, na Serra da Mantiqueira, ingressou na seletíssima lista elaborada pela associação espanhola Evooleum Awards como um dos dez melhores do mundo, sendo o único representante fora da Europa.

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