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Oklahoma vai voltar a executar presos com injeções letais

Publicado: fevereiro, 2020

Oklahoma vai voltar a executar presos com injeções letais

O estado americano de Oklahoma anunciou que vai voltar a executar presos condenados à pena de morte com injeções letais. As execuções estavam suspensas desde 2015, depois de uma série de erros na aplicação das substâncias.

As autoridades do estado, um dos que mais aplicam a pena de morte nos Estados Unidos, disseram que agora têm acesso às drogas necessárias para aplicar as injeções letais. As execuções devem voltar a ser programadas em 150 dias (cinco meses), quando acaba a proibição determinada pela Justiça.

“Eu acredito que a pena capital é apropriada para os crimes mais hediondos, e é nosso dever enquanto oficiais de estado obedecer às leis do estado de Oklahoma e cumprir essa tarefa sombria”, declarou o governador do estado, o republicano Kevin Stitt, em uma coletiva de imprensa na capital estadual, Oklahoma City.

Duas autoridades estaduais, o procurador-geral e o Departamento de Correções, vêm trabalhando para revisar o protocolo de execução de Oklahoma e estabelecer um fornecimento confiável de drogas letais injetáveis, segundo o jornal americano “The New York Times”.

Também não há planos de mudar a sequência de drogas que eram usadas nas execuções no estado antes da suspensão dos procedimentos: midazolam, um sedativo; brometo de vecurônio, que para a respiração; e cloreto de potássio, que para o coração. Problemas na execução dessa sequência foram o que levou à suspensão, na Suprema Corte americana, de três execuções em 2015.

“O histórico de erros e más práticas de Oklahoma revela uma cultura de descuido em torno de execuções”, declarou Dale Baich, defensor público federal que representa prisioneiros no corredor da morte. “Nos próximos dias, aconselharemos o tribunal federal e continuaremos com o litígio em andamento que contesta a constitucionalidade do protocolo de Oklahoma”, disse.

Já o governador e outras autoridades expressaram confiança de que o estado poderia seguir adiante com as execuções sem novos problemas.

“As coisas que acrescentamos ao protocolo simplesmente adicionam mais freios e contrapesos, mais salvaguardas ao sistema, para garantir que o que aconteceu no passado não ocorra novamente”, declarou o procurador-geral de Oklahoma, o também republicano Mike Hunter, na quinta-feira (13).

Segundo dados do “Death Penalty Information Center”, que faz levantamentos sobre a pena capital nos EUA, 49 prisioneiros estavam no corredor da morte em Oklahoma em dezembro do ano passado. O estado tem, além disso, o terceiro maior número de execuções nos EUA desde 1976: foram 112, comparadas a 113 na Virgínia e 569 no Texas.

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